Alunos do Ensino Médio de Cuiabá, Várzea Grande, Jangada e Acorizal visitam TRE-MT
Cento e cinquenta alunos participaram da atividade de um projeto que tem como lema, este ano, “Jovens em Ação #votonademocracia”, fruto de uma parceria com a Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT)

Estudantes do 2º e 3º anos do Ensino Médio de 10 escolas estaduais de Cuiabá, Várzea Grande, Jangada e Acorizal fizeram, nesta terça-feira (24), uma imersão no universo das eleições, do voto, da urna eletrônica e do combate à desinformação. A turma, composta por 150 alunos, dos 15 aos 17 anos, é da segunda turma do programa Estudante Cidadão do Futuro, resultado de uma parceria entre o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT). Na Corte Eleitoral, eles conheceram o Plenário da instituição e, no prédio anexo, puderam viajar por imagens e documentos que compõem o acervo do Memorial. Na sequência, conheceram o Depósito de Urnas e participaram de uma simulação do voto na urna eletrônica.
Todo ano, a CGE-MT traz um assunto diferente para o programa e, na edição de 2026, o tema é “Jovens em Ação #votonademocracia”, recorte alinhado com o programa “Voto Consciente”, coordenado pela Escola Eleitoral Judiciária de Mato Grosso (EJE-MT). “Essa é uma das missões da Justiça Eleitoral: estimular a participação dos jovens na política, exercer o direito do voto livre, consciente, democrático. A política está sempre em constante renovação. E ela precisa dessa ambição, do frescor e do dinamismo dos jovens. O conhecimento é o principal instrumento para combater fake news e a desinformação”, afirmou a secretária da EJE-MT, Janis Eyer Nakahati.
A secretária adjunta de Ouvidoria-Geral e Transparência da CGE-MT, Karen Cristina Oldoni da Silva, afirmou que da juventude de hoje nascerão futuros gestores e legisladores do país, do estado e dos municípios. “Nesse contexto, é um convite para eles participarem da eleição, para buscarem fazer o título. Nós explicamos quais são os documentos necessários para isso e reforçamos a importância do documento para exercerem o voto, para escolherem quem vai, de fato, governar e coordenar o bem que é deles, o bem público, de quem vai representá-los efetivamente. É uma forma de despertar nesses jovens o protagonismo eleitoral”, pontuou ela.

O professor-mediador Thomas Ede, da Escola Estadual Historiador Rubens de Mendonça, destacou a importância da visita guiada, da consciência eleitoral e da oportunidade de conhecer in loco o conhecimento que é aprendido na teoria. “Esse é um trabalho que eu, como professor de História, tenho que fazer com os alunos: a consciência eleitoral, a consciência da participação na vida política, e agrega muito à participação. É uma parceria importante, necessária, porque a escola, às vezes, fica longe desses processos, longe da parte pública, da parte eleitoral. Então, isso é algo que vai irradiar tanto para as famílias quanto para a comunidade escolar com essa participação dos estudantes”, elogiou.
A estudante Emmily Eva, de 16 anos, destacou que o jovem eleitor não pode ficar de fora do processo de escolha dos governantes e legisladores porque é o futuro deles que está em jogo. “A gente, mesmo não gostando, às vezes, de política, tem que se informar, tem que saber votar. Hoje em dia, a gente procura mais melhorias nas escolas, a gente procura um imposto que não pese nos bolsos, porque hoje em dia a gente trabalha muito para pagar muito imposto e acaba ficando sem o valor do dinheiro. Por exemplo, alimentação é muito caro, transporte muito caro, então a gente procura uma melhoria, um baixo custo, no caso, uma queda no preço, porque, querendo ou não, a gente trabalha, trabalha e não tem essa renda no nosso bolso”, exemplificou.

da democracia e a segurança da urna eletrônica
O adolescente Daniel Antônio, de 17 anos, acredita que a democracia é, às vezes, você ter opinião diferente do que se encontra dentro de casa. “Fazer o título é importante para começar a mudar a sua vida e da cidade onde você mora. Os jovens, como eu, devem procurar fazer o título de eleitor, se informar e conhecer mais sobre a política, porque são os governantes eleitos que vão tomar as decisões que vão atingir nossas vidas”, pontuou ele.
Após a visitação, os alunos participaram de um lanche organizado pela CGE-MT. Um total de 20 professores acompanhou os alunos nessa visita, ao lado de servidores da Justiça Eleitoral.
As escolas estaduais participantes da segunda visita foram: Leovegildo de Melo (CPA IV), Leônidas Antero de Matos (CPA III, Setor 3), Heliodoro Capistrano da Silva (Parque Cuiabá) e Historiador Rubens de Mendonça (Cohab São Gonçalo), em Cuiabá; Jaime Veríssimo de Campos (Jardim Tarumã), Professora Marlene Marques de Barros (Jardim Imperial), Deputado Salim Nadaf (Cohab Cristo Rei) e Profa. Elmaz Gattas Monteiro (Vila Ipase), em Várzea Grande; Arnaldo Estevão de Figueiredo, em Jangada, e Pio Machado, em Acorizal. Na segunda-feira (23), outros 150 alunos participaram da primeira visita do projeto.
Jornalista Anderson Pinho
Fotos: Ascom/TRE e Ligiani Silveira - CGE/MT
#PraTodosVerem – A primeira imagem traz um grande grupo de estudantes posa para foto em frente à “Casa da Democracia”, nas instalações do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Os jovens, a maioria vestindo camisetas brancas padronizadas, estão reunidos em uma área externa, alguns sorrindo e acenando, em um clima de integração e entusiasmo. Ao fundo, vê-se a entrada do edifício e parte da estrutura com escadas com os alunos posando após visita coletiva ao espaço público ligado à cidadania e à Justiça Eleitoral. Na segunda imagem, eles visitam o Depósito de Urnas, repletas de urnas expostas e outras guardadas em embalagens de prateleiras. Na terceira imagens, eles estão de costas para a foto, no Plenário do TRE-MT

