Aberta consulta pública sobre aplicação das resoluções do TSE nas Eleições 2020

Entidades, partidos e sociedade em geral têm até o dia 25 de junho para enviar contribuições

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entrou para o seleto grupo de incorporador de funcionalidades no sistema operacional Linux. Um mecanismo de segurança criado pela equipe da Corte Eleitoral para equipar a urna eletrônica foi integrado definitivamente ao Kernel (núcleo do sistema operacional) e fará parte da versão 5.13 do Linux.

Com isso, o software de segurança criado pelo Tribunal poderá rodar em qualquer computador. “A solução vai deixar o sistema mais seguro não só para o TSE, mas para o mundo inteiro”, afirma o chefe da Seção de Voto Informatizado da Corte, Rodrigo Coimbra.

Assista a entrevista com Rodrigo Coimbra no Canal do TSE.

Ele explica que todo o sistema da urna é assinado digitalmente para garantir que ela só funcione com softwares feitos pelo Tribunal. “Construímos uma solução de segurança em que a urna só executa software feito pelo TSE, e o software feito pelo TSE só é executado na urna”, ressalta Coimbra.

A recente modificação feita pela equipe exige que uma dessas assinaturas seja obrigatoriamente atestada pelo próprio sistema operacional, uma característica que não existe por padrão na plataforma Linux. “Fizemos pequenas modificações no sistema operacional para deixar a urna ainda mais segura e as disponibilizamos para que fossem incorporadas em definitivo pelo Linux. Assim, a nova barreira de segurança que implantamos na urna passa a existir em qualquer computador”, destaca.

O trabalho é capitaneado pelo programador Saulo Alessandre, que trabalha com o software desde 1997 e é o grande responsável pela adoção, em 2008, do sistema Linux nas urnas eletrônicas brasileiras. Coimbra informou que, em determinado momento das discussões, Saulo juntou esforços com Stefan Berger, membro do departamento de segurança da IBM, que também estava desenvolvendo um trabalho parecido.

Coimbra ressalta que a escolha pelo Linux tem uma explicação técnica. Por ser um sistema de código aberto, uma grande comunidade de técnicos e programadores espalhados por todo o mundo participa da sua construção. “Isso faz com que o sistema seja muito seguro e confiável, porque tem muita gente observando, entendendo seu funcionamento e trabalhando arduamente para que ele funcione da forma mais segura possível”, explica.

Etapas

Segundo Rodrigo Coimbra, a parte do mecanismo incorporado pelo Linux é apenas a primeira etapa do criterioso processo de aprovação de uma nova funcionalidade na plataforma. “Ainda teremos mais duas etapas de submissão do código-fonte à comunidade e que devem ser realizadas nos próximos meses. Enviamos a primeira parte; ainda não é a solução completa”, pontua.

Ele ressalta que incorporar novas funcionalidades ao Linux não é uma tarefa fácil: “Essa porção que entregamos agora é resultado de meses de trabalho, de diálogos com a comunidade, ajustes, refinamento e muitos testes para sua aprovação e integração definitiva ao sistema”.

A submissão e a discussão sobre a mudança apresentada pelo TSE no Kernel do Linux podem ser conhecidas neste endereço. Após a aprovação inicial, a modificação apresentada pelo TSE foi integrada em definitivo no último dia 26 de abril pelo próprio criador do Linux.

Para Rodrigo Coimbra, além de atestar a transparência da urna eletrônica, disponibilizar o código na internet comprova a qualidade do serviço prestado pela Justiça Eleitoral, já que não é qualquer pessoa que consegue modificar o Linux em definitivo de modo que o mundo inteiro possa usá-lo. “Ter um trabalho integrado ao Linux é uma demonstração da excelente qualidade do trabalho realizado no TSE”, enfatiza.

 

Fonte: TSE

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