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Teste de Integridade confirma segurança e inviolabilidade da urna eletrônica
Procedimento, realizado no mesmo período de votação, das 7h às 16h, neste domingo (04.10), atesta que votos depositados em cédulas de papel são os mesmos que os digitados na urna
Entre urnas eletrônicas, votos simulados e olhos atentos à transparência do processo eleitoral, o Teste de Integridade ganhou espaço, neste domingo (04.10), no UniSENAI, na Avenida XV de Novembro, no bairro Porto, em Cuiabá. A auditoria, acompanhada de perto pela presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, e por entidades fiscalizadoras, é realizada em 20 urnas eletrônicas, sendo uma submetida ao teste com biometria e 19 sem biometria.
Gilberto Luis Moura Pereira da Silva vota na seção eleitoral que teve a urna auditada por meio da liberação com biometria e foi um dos eleitores convidados a liberar o equipamento com a digital para o teste. “Acho legal essa iniciativa, tudo o que der para melhorar, cada vez mais, é bem-vindo. Eu sou a favor, porque quanto mais auditoria, quanto mais transparência, melhor”, frisou ele, que é professor.
O Teste de Integridade consiste em uma auditoria da votação e é feito com o preenchimento de cédulas de votação, que são digitados na urna eletrônica e, posteriormente, depositados em uma urna de lona. Depois, os resultados são comparados. O objetivo é demonstrar que os votos computados nas cédulas são os mesmos registrados nas urnas eletrônicas auditadas, comprovando a segurança da votação eletrônica.
O procedimento foi conduzido pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE) e amplamente divulgado. Além disso, todo o teste feito no momento da votação é transmitido pelo canal do TRE-MT no YouTube.
A auditoria foi acompanhada de perto pela presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves. “É muito importante, primeiro porque é uma forma de reconhecer essas pessoas que estão trabalhando neste teste, elas são voluntárias, ou seja, não recebem por isso. Essa é a parte mais sensível de todo o sistema, o momento em que a gente realmente configura, verifica, olha novamente sobre a questão da verdade de todo o sistema eleitoral, não só a parte técnica da urna, não só a parte técnica do nosso sistema, mas também com relação à possível falha humana. E é tudo filmado, transmitido, tudo checado. Nós temos pessoas que vieram da OEA (Organização dos Estados Americanos) para poder acompanhar esse Teste de Integridade. Todos que passaram pelo local puderam verificar como as coisas acontecem, tudo feito com amor, carinho, transparência, autoridade e por pessoas responsáveis”.

O presidente da CAVE, juiz Pierro Mendes, explicou que as seções eleitorais cujas urnas passaram pelo Teste de Integridade foram indicadas/sorteadas por entidades fiscalizadoras. “Em uma cerimônia pública, foram sorteadas ou indicadas seções tanto de Cuiabá quanto de municípios próximos, e essas urnas foram transportadas para o local de realização do teste. Elas ficaram armazenadas, guardadas em um cofre, televisionadas, com bastante segurança. E hoje fizemos esse Teste de Integridade, para dar mais transparência e segurança à população brasileira de que as urnas são íntegras e que elas funcionam muito bem”.
Ele também detalhou como o teste é feito. “Cédulas de papel são preenchidas com a numeração dos candidatos, de forma aleatória e colocadas na urna de lona. Posteriormente, essas urnas de lona são abertas e o que está registrado nas cédulas de papel é passado para a urna eletrônica, e ao final é verificado se os votos coincidem, provando que a urna é realmente íntegra”, afirmou o juiz, lembrando que o teste é realizado desde 2002 e, desde então, nunca houve divergência.
Entidades fiscalizadoras
Todos os atos da CAVE foram acompanhados por representantes partidários e entidades fiscalizadoras, como é o caso do Tribunal de Contas da União (TCU). "A gente espera que o processo seja cada vez mais transparente, para a sociedade ter certeza de que realmente os votos que os eleitores depositaram na urna sejam os votos contabilizados no final, trazendo credibilidade a todo o processo. O Teste de Integridade ocorre tranquilamente, a gente acompanha a inserção dos dados para que se confirme a integridade das urnas que foram recolhidas nas seções já aptas ao voto, avaliou o auditor do TCU, René Oliveira Júnior.
Pela primeira vez atuando como voluntária no Teste de Integridade, a servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Bruna Penachioni disse que foi motivada a prestar esse serviço para a Justiça Eleitoral pelo sentimento de cumprimento da cidadania. “Quis participar enquanto cidadã, para ver o processo de perto, verificar a autenticidade e integridade da votação e das urnas, para que nós possamos, então, divulgar e compartilhar com toda a sociedade. É um processo eficiente, seguro, transparente, acessível, em prol de todos os cidadãos e da comunidade”.
Paralelo ao Teste de Integridade, o TRE-MT realizou, ainda, o Teste de Autenticidade, que consiste na geração de um relatório, antes da emissão da Zerézima (que comprova que não há nenhum voto registrado na urna, antes do início da votação), com o objetivo de demonstrar a autenticidade dos sistemas eleitorais. Este procedimento foi aplicado em três urnas eletrônicas, cujas seções eleitorais também foram indicadas pelas entidades fiscalizadoras credenciadas ou, quando necessário, sorteadas.
Jornalista: Nara Assis
#PraTodosVerem: A primeira foto mostra servidores do TRE-MT realizando o Teste de Integridade em urnas eletrônicas, acompanhando os procedimentos de auditoria e conferindo os resultados exibidos nos equipamentos. No corpo do texto tem outra foto que mostra a presidente acompanhando os procedimentos e, ao final do texto, tem uma galeria com mais fotos.