Página interna do portal

Mato Grosso possui 114 locais de votação de difícil acesso

Justiça Eleitoral organiza estrutura material e pessoal para garantir voto a cada cidadão e cidadã que mora nestas localidades

Justiça Eleitoral organiza estrutura material e pessoal para garantir voto a cada cidadão e cida...
Local de votação na Aldeia Perigara, pertencente ao município de Barão de Melgaço, durante visita técnica realizada pela Marinha do Brasil e equipe do Gabinete de Gestão Integrada do TRE-MT

Com dimensões territoriais continentais (903.208 km²), o estado de Mato Grosso possui 114 locais de votação em áreas de difícil acesso. São aldeias indígenas, comunidades rurais ou ribeirinhas, que ficam mais afastadas dos centros urbanos, com distâncias de até 350 km dos municípios-sede das Zonas Eleitorais. Do total, 38 locais ficam em aldeias indígenas. 

 

Além disso, 66 estão em áreas rurais e 10 em áreas urbanas. No caso destas últimas, apesar de ser considerada uma área urbana, o local se encaixa na classificação de difícil acesso por ficar muito afastados do município-sede e em função de o deslocamento enfrentar dificuldades, como estrada de chão, tempo longo de viagem e necessidade de utilização de embarcação fluvial, como é o caso da  
Escola Estadual Olavo Bilac, localizada em Rondolândia (61ª Zona Eleitoral), por exemplo. 

 

Os 114 locais de votação em áreas de difícil acesso fazem parte de das seguintes Zonas Eleitorais: 3ª ZE (Rosário Oeste e Nobres), 6ª ZE (Cáceres), 7ª ZE (Alto Paraguai), 8ª ZE (Alto Araguaia), 9ª ZE (Barra do Garças), 11ª ZE (Aripuanã e Colniza), 15ª ZE (São Félix do Araguaia, Novo Santo Antônio, Luciara, Alto Boa Vista), 16ª ZE (Vila Rica, Santa Terezinha e Santa Cruz do Xingu), 18ª ZE (Porto Esperidião), 19ª ZE (Tangará da Serra), 20ª ZE (Nossa Senhora do Livramento), 23ª ZE (Nova Canaã do Norte), 25ª ZE (Vila Bela da Santíssima Trindade), 26ª ZE (Novo São Joaquim, Campinápolis e Nova Xavantina), 27ª ZE (Juara e Tabaporã), 28ª ZE (Confresa, São José do Xingu e Porto Alegre do Norte), 29ª (São José do Rio Claro e Nova Maringá), 30ª ZE (Cocalinho), 31ª ZE (Ribeirão Cascalheira e Canarana), 32ª ZE (Marcelândia), 33ª ZE (Peixoto de Azevedo e Matupá), 34ª ZE (Chapada dos Guimarães e Planalto da Serra), 35ª ZE (Castanheira e Juína), 36ª ZE (Feliz Natal), 38ª ZE (Santo Antônio de Lerverger e Barão de Melgaço), 43ª ZE (Nova Ubiratã e Boa Esperança do Norte), 45ª ZE (Pedra Preta); 48ª ZE (Cotriguaçu), 50ª ZE (Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes e Apiacás), 53ª ZE (Querência e Bom Jesus do Araguaia), 56ª ZE (Brasnorte), 57ª ZE (Paranatinga e Gaúcha do Norte) e 61ª ZE (Comodoro e Rondolândia). 

 

A 57ª Zona Eleitoral, com sede em Paranatinga, é a que mais possui locais de difícil acesso. São 12 localidades, sendo que em 11 o deslocamento ocorre por vias sem asfalto. Deste total, 6 ficam nas seguintes aldeias indígenas: Ulupuwene (Escola Indígena Municipal Ulupuwene), no município de Gaúcha do Norte; Aldeia Pakuera - Posto Indígena Simões Lopes – Bakairi (Escola Municipal José Pires Uluco), em Gaúcha do Norte; Aldeia Central Posto Indígena Marechal Rondon – Xavante (Escola Municipal Marechal Rondon), em Paranatinga; Aldeia Vilas Boas (Posto Leonardo), em Gaúcha do Norte; Aldeia Ipatse - Etnia Kuikuro (Escola Estadual Karib (Kuikuro)), em Gaúcha do Norte; e Aldeia Mehinako (Escola Municipal Mehinako), também em Gaúcha do Norte. 

 

Dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) também apontam que em oito locais o deslocamento inclui transporte fluvial e trechos com asfalto e sem asfalto. Destes, para chegar à Escola Estadual Indígena Kamadu, na Aldeia Tuba Tuba, e à Escola Municipal de Educação Básica Jaytatá, na Aldeia Sobradinho, ambas em Marcelândia, o percurso passa, ainda por ponte de madeira. Já o uso de transporte aéreo ocorre em sete localidades, todos em aldeias indígenas: Aldeias Metuktire e Capoto (Peixoto de Azevedo); Pavuru (Feliz Natal); Perigara (Barão de Melgaço); Villas Boas, Ipatse e Mehinako (Gaúcha do Norte). 

 

O TRE-MT mobiliza toda uma estrutura logística para que cada cidadão e cidadã exerça o direito ao voto, independente da dificuldade de acesso e caminho a ser percorrido. Portanto, os eleitores e eleitoras destes locais não precisarão se deslocar para votar, como ressalta a presidente do Tribunal, desembargadora Serly Marcondes Alves. "Preparamos todos os detalhes para chegar a cada pessoa deste estado, desde equipamentos de informática, urnas eletrônicas, mesários, mesárias e demais colaboradores da Justiça Eleitoral, técnicos de transmissão, meios de transporte, apoio das forças de segurança, enfim, é uma grande operação para garantir a participação cidadã na sua forma mais legítima". 

 

Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-MT, Leon Santos Filho, 131 técnicos irão atuar na logística de transmissão destes locais. "Temos um número maior que o total de locais de difícil acesso porque em algumas localidades precisamos manter um suporte técnico nas sedes das Zonas Eleitorais. Todos os 114 locais usarão o JE Connect, para fazer a leitura do sistema de transmissão de resultados e a conectividade será por meio de internet via satélite. Todos os técnicos passaram por treinamento e muitos deles já têm experiência na função", explica.  

 

Para garantir a transmissão dos resultados, foram gerados e enviados aos Cartórios Eleitorais em Mato Grosso 572 JE Connects, que são pen drives para fazer a leitura do sistema de transmissão. Além disso, foram encaminhados 199 kits reserva.  

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: Foto que mostra quatro militares da Marinha do Brasil caminhando em direção a uma escola que funciona como local indígena, na Aldeia Perigara, em Barão de Melgaço, onde conversam com moradores. A cena ocorre em uma área rural, com casas simples, vegetação esparsa e cães, sob céu ensolarado.